O vidro é um material que encanta por suas características técnicas e estéticas, além de sua versatilidade de uso. 

Em termos de projetos arquitetônicos, é um material que permite proteger as edificações das intempéries, aumenta a segurança de uso dos ambientes quando aplicado em guarda-corpos e permite a integração dos espaços internos e externos.

O uso do vidro vem acompanhando o avanço tecnológico construtivo e ocupa papel de destaque na história da arte mundial. 

O surgimento do vitral, como artifício religioso (contar as passagens bíblicas, com cores) no final da Idade Média, inicia o processo de entrada da luz natural e dos raios solares nos espaços construídos, sendo hoje, um fator decisivo para a habitabilidade.

Acompanhe, o conteúdo a seguir, e compreenda, de forma mais detalhada, o motivo para o vidro ser uma tendência atemporal, para a arquitetura e design, além de se destacar como uma solução sustentável para a construção civil. Vamos lá?

Vidro: características gerais

O vidro é obtido a partir do resfriamento de uma massa mineral maleável e em estado de fusão, a qual tem sua viscosidade aumentada até atingir um estado de maior rigidez, mas sem cristalizar (tornar-se totalmente sólida).

Devido a essas características, o vidro apresenta um estado físico que não é líquido e também não é sólido, chamado de sólido amorfo. Em condições naturais, o vidro é transparente, duro, impermeável, isolante térmico e 100% reciclável.

Trata-se de um material abundante na natureza e por apresentar a possibilidade de ser totalmente reciclado, a sua utilização pelo ser humano gera um baixo impacto ambiental. 

O uso do vidro pela construção civil, com a substituição de paredes de alvenaria, por exemplo, diminui o custo das obras e reformas, incluindo a redução do tempo de construção.

A tendência de construção com vãos livres, característica do modernismo, continua em alta para espaços residenciais ou comerciais, casas ou apartamentos.

Essa técnica construtiva conta com espaços livres e abertos entre os pilares, sem paredes internas, integrando os espaços e conferindo maior mobilidade aos layouts. O vidro é muito demandado por esse tipo de projeto, podendo ser utilizado, internamente, em conjunto com paredes de drywall.

A evolução tecnológica tem permitido a utilização de vidros com características diversas. A personalização projetual é alcançada a partir da solução das reais demandas geográficas, climáticas, conceituais e de uso, características de cada obra.

Dessa forma, as edificações proporcionam uma qualidade de vida melhor para seus moradores, além de inspirar com ambientes mais conectados com a natureza e conceitos de sustentabilidade.

Conheça, a seguir, os tipos de vidro mais utilizados em projetos arquitetônicos:

Laminado: vidro de segurança composto por película plástica que, em caso de quebra, mantém os pedaços de vidro unidos evitando acidentes.

Temperado: vidro de segurança, sendo o mais utilizado por ser até cinco vezes mais resistente a impactos que o vidro comum e às mudanças de temperatura. Ideal para aplicações em portas, fachadas e box de banheiro. Há opções de vidro temperado laminado, unido às características de ambos em um único produto.

Insulado: composto por duas placas de vidro (podendo ocorrer composição de vidros com características distintas que se complementam de acordo com o objetivo a ser alcançado) unidas por um perfil metálico. Esse tipo de vidro é mais resistente ao impacto e confere maior segurança aos ambientes.

Translúcido: apresenta acabamento fosco conferindo maior privacidade ao filtrar apenas parte da luz que incide sobre ele e consequentemente tornando-se menos transparente. Ideal para ambientes com crianças e idosos que por diminuir o risco de acidentes oriundos da não percepção do vidro transparente. São tipos de vidro translúcido: impressos, acidados, aramados, jateados e serigrafados.

Serigrafado: pode ser um vidro temperado que passou por processo de serigrafia, possibilitando que o vidro passe a apresentar diversos tipos de cores e texturas. Comumente utilizado como divisória de ambientes, portas, revestimento de paredes e armários.

Inteligentes: produto de alta tecnologia que atende necessidades específicas de uso. O vidro polarizado, por exemplo, pode passar da cor branca translúcida para a incolor transparente apenas com o acionamento de um botão. O polarizado é composto pela laminação de dois vidros com uma película LCD (cristal líquido), com polímeros dispersos.

Ao se aplicar determinada voltagem sobre a película, os polímeros se organizam em uma direção específica, transformando o vidro translúcido em transparente. Ao cessar a corrente elétrica, o vidro volta a se apresentar de forma translúcida. O vidro polarizado é comumente aplicado em salas de banho integradas ao quarto do casal.

Autolimpante: indicado para locais de difícil acesso e expostos à ação dos raios ultravioletas, como coberturas e fachadas, por dispensar manutenção constante e limpeza com detergente, uma vez que sujeiras dificilmente aderem a esse tipo de superfície.

É um vidro incolor e transparente com camada autolimpante que aumenta a vida útil do material, podendo ser combinado com os vidros temperado, laminado e insulado. 

As propriedades da camada autolimpante são ativadas pela exposição aos raios solares e quando chove, a água se espalha rapidamente pela superfície promovendo a remoção das sujeiras presentes.

A água também seca com mais rapidez, impedindo a formação de manchas no vidro. Comparado ao vidro float, o autolimpante apresenta um custo cinco vezes maior.

Espelhado (refletivo): é um dos grandes aliados da eficiência energética para edificações, pois sua tecnologia permite o controle da entrada de luz natural e calor para o interior dos ambientes. 

A face externa, desse tipo de vidro, recebe uma camada metalizada refletiva que reduz em até 70% a transmissão de calor para dentro dos ambientes e podendo barrar a entrada de até 99% dos raios ultravioletas.

Dessa forma, há uma diminuição significativa do uso de ar-condicionado e iluminação artificial. Para uso desse tipo de vidro, é necessário analisar a vizinhança ao redor da edificação, que pode ser ofuscada pela refletividade de áreas extensas tratadas com esse produto.

Modernismo: o surgimento das paredes de vidro, pilotis e plantas livres

O Modernismo é um estilo artístico que influenciou a arquitetura e o design ao longo do século XX, representando os anseios e novas formas de enxergar o mundo da sociedade dessa época. Esse estilo continua influenciando os projetos atuais com ideias e processos considerados de vanguarda.

O ferro, concreto e aço passaram a ser produzidos em escala industrial a partir da Revolução Industrial, durante o século XVII, possibilitando a construção de grandes obras arquitetônicas nos centros urbanos. O Palácio de Cristal, de 1851 em Londres, é um expoente do avanço das técnicas construtivas, apresentando estrutura em ferro e revestimento em vidro.

O Modernismo pode ser estudado a partir da Bauhaus, primeira escola de design do mundo, localizada na Alemanha e inaugurada em 1919 pelo arquiteto Walter Gropius.

A essência modernista consiste em rever conceitos ultrapassados, sobre todas as formas de vivência humana, e desenvolver uma nova cultura baseada no progresso, de vanguarda. Dentro do Modernismo, o Estilo Internacional é um dos grandes marcos para o uso inovador do vidro.

A Bauhaus possibilitou estudos inéditos sobre novas formas de habitação, mais integradas com a natureza, com grandes vãos livres, uso do concreto armado e a presença do vidro como revestimento predominante em fachadas. 

A utilização de material pré-fabricado, janelas amplas, a simplificação dos volumes, o minimalismo com formas geométricas retas caracterizam esse período.

É importante compreender que apesar de ter a simplicidade como foco, a arquitetura moderna não é simplória, até muito pelo contrário! O arquiteto Le Corbusier construiu a Villa Savoye, em 1928, demonstrando os cinco pontos da arquitetura moderna: planta livre, fachada livre, janelas em fita, pilotis e terraço com jardim.

A partir desse tipo de estudo, os arquitetos conquistaram maior liberdade construtiva, integrando meio interno e externo das edificações.

O arquiteto alemão Mies Van der Rohe ficou conhecido pela sua famosa frase “Menos é mais”. Foi diretor da Bauhaus e projetou o Pavilhão Alemão da Feira Universal de Barcelona, de 1929, com a presença de paredes inteiras em vidro.

A Bauhaus foi fechada em 1933, pelos nazistas e os renomados alunos e professores migraram para outros países da Europa, Estados Unidos e América do Sul.

O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer é um dos principais representantes da arquitetura moderna no mundo. Foi responsável pela criação do complexo arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte – MG e pela capital do Brasil, Brasília, a convite do então presidente Juscelino Kubitschek, entre 1957 e 1960.

O vidro é um material protagonista dos projetos arquitetônicos modernistas e contemporâneos, humanizando o excesso de racionalidade. 

A estética proporcionada pelo vidro leva à reflexão sobre as diversas possibilidades de apropriação do espaço habitado, de forma atemporal, inovadora e criativa. Por isso esse material é tão querido por arquitetos e designers.

O estilo contemporâneo passa a questionar o excesso de racionalidade (sem negá-la) e as consequências disso podem ser observadas no uso dos materiais construtivos, com o uso do concreto sendo ressignificado.

Os estilos industrial e nórdico começam a indicar um movimento para espaços com mais personalidade e significado, buscando um equilíbrio maior entre racional e emocional. A presença da luz solar é fundamental nesse processo!

O vidro permite que os ambientes sejam melhor iluminados e consequentemente mais saudáveis, a partir da presença da luz solar que aquece os espaços, sóbrios, de vivência e convivência. A temática da sustentabilidade é extremamente contemporânea e o vidro também ocupa um lugar de destaque nesse quesito.

Sustentabilidade: conheça o conceito de arquitetura bioclimática!

A construção civil, a arquitetura e o design contemporâneos estão focados em encontrar soluções inteligentes para a preservação do meio ambiente. 

Assim, os processos construtivos estão cada vez mais econômicos, menos poluentes, aplicando conceitos de reciclagem e preocupados com os impactos reais ao meio ambiente. As edificações estão se tornando mais sustentáveis, com o uso de energia solar e reutilização da água da chuva, por exemplo.

Os primeiros estudos sobre a arquitetura integrada ao meio ambiente surgiram nas décadas de 1960 e 1970, em conjunto com o desenvolvimento de movimentos ecológicos em todo o mundo. 

Assim, inicia-se um processo de pesquisa sobre projetos arquitetônicos mais harmônicos e integrados à natureza, a partir de conhecimentos de biologia, meteorologia, topologia, física e climatologia.

A arquitetura bioclimática surge a partir do conceito de criação de projetos que dialoguem com as condições climáticas locais, gratuitas e genuínas de cada espaço físico que acolherá as edificações construídas. Respeitar e agregar os elementos naturais aos ambientes construídos é um indicativo de maior conforto de uso desses espaços.

A integração dos ambientes internos e externos, das edificações, permite o aumento da eficiência energética, diminuindo o consumo de energia elétrica por exemplo, além de potencializar o relaxamento físico e mental dos moradores. A arquitetura bioclimática apresenta quatro pilares:

  • Qualidade de vida: criação de espaços saudáveis tanto para os moradores como para o meio ambiente e o vidro tem papel fundamental para alcançar esse objetivo;
  • Uso inteligente dos recursos naturais: aumento da vida útil das construções a partir do uso de materiais acessíveis e processos construtivos que interagem de forma inteligente com o meio ambiente. Assim, o bioma local é preservado e se garante a utilização eficiente dos espaços. O vidro é um material tecnológico, atendendo as mais variadas demandas de uso;
  • Reciclagem: é importante que as construções sejam sustentáveis, reaproveitando o próprio lixo. O vidro é um material 100% reciclável, estando totalmente dentro dessa proposta. O lixo orgânico pode ser reaproveitado como adubo e fertilizante para jardins e hortas.
  • Energia renovável: utilização da energia solar e eólica; jardins verticais auxiliam no equilíbrio térmico do interior de construções em climas quentes; o vidro é um ótimo aliado na diminuição do gasto de energia elétrica.

Inspire-se: aplicações arquitetônicas

Piso suspenso sobre jardim de inverno: trata-se de placas de vidro encaixadas em estruturas metálicas suspensas sobre o jardim, criando uma estética sofisticada, principalmente quando aliada a projeto luminotécnico.

Piscina: uma das laterais da piscina é em vidro, permitindo observar o interior da mesma enquanto as pessoas nadam. Gera um efeito semelhante a um aquário.

Sacada: projeto arquitetônico ousado, permitindo que os usuários vejam o espaço abaixo dos seus pés. Aplicação comum junto às áreas verdes, não sendo indicado para quem tem medo de altura.

Para alcançar resultados satisfatórios em suas reformas e obras, além de evitar problemas ao longo das execuções construtivas, é importante escolher fornecedores de vidro com experiência e qualificação técnica.

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